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Ibovespa vira para alta e dólar recua a R$ 5 no último pregão antes do 2º turno

Publicado originalmente en Exame y republicado con su autorización.

O Ibovespa ganhou força ao longo da tarde e passou a subir nesta sexta-feira, 23, no último pregão antes do 2º turno da eleição presidencial, enquanto o dólar amplia as perdas. Investidores repercutem a prévia da inflação abaixo das expectativas, acompanham a disparada do petróleo e aguardam a pesquisa Veritá, prevista para depois do fechamento. Por volta das 15h35 (horário de Brasília), o principal índice da B3 subia 0,74%, aos 205.629,69 pontos.

O dólar comercial recuava 0,77%, cotado a R$ 5,000 na venda, depois de ter chegado a R$ 5,056 na máxima do dia. A moeda americana renovou a mínima da sessão, a R$ 4,999.

Entre as ações de maior peso, Petrobras acompanha a forte alta do petróleo, com PETR4 em alta de 1,57% e PETR3 subindo 0,88%. Vale (VALE3) ganha 1,06%, e a B3 (B3SA3) avança 1,20%.

O Bradesco, que chegou a cair mais de 2% pela manhã, virou e sobe 0,64% nas ações preferenciais (BBDC4), após a divulgação do balanço do terceiro trimestre. O banco teve lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 14,6% sobre o mesmo período do ano passado e de 0,8% em relação ao segundo trimestre.

Mas a despesa com provisões para devedores duvidosos (PDD expandida) chegou a R$ 10,6 bilhões no trimestre, alta de 24,3% em um ano e de 6,6% sobre o segundo trimestre. O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,6% em setembro, ante 4,3% em junho e 4,1% um ano antes.

Os demais bancos também operam em alta. O Itaú (ITUB4) sobe 0,85%, a Itaúsa (ITSA4) avança 0,65% e o Banco do Brasil (BBAS3) dispara 4,22%. Na contramão, o BTG Pactual (BPAC11, do mesmo grupo controlador da EXAME) cede 0,35%.

A maior alta do Ibovespa é da CSN (CSNA3), que salta 8,15%, a R$ 5,84. Natura (NATU3) sobe 3,84%, Usiminas (USIM5) ganha 3,16% e Copasa (CSMG3) avança 3,11%. Na ponta negativa, Vibra (VBBR3) recua 2,43%, Ultrapar (UGPA3) perde 2,07% e Telefônica (VIVT3) cede 1,78%. Axia (AXIA3) também opera no vermelho, com queda de 0,90%.

IPCA-15 desacelera e fica abaixo do esperado em outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,32% em outubro, desacelerando em relação à alta de 0,70% registrada em setembro. O resultado ficou abaixo da expectativa de 0,43% apontada por economistas. Em 12 meses, a prévia da inflação acumula alta de 4,62%, também abaixo da projeção de 4,73%.

O indicador entra no radar dos investidores às vésperas da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o início de novembro.

Mercado aguarda pesquisa Veritá após o fechamento

A eleição presidencial segue no centro das atenções no último pregão antes do 2º turno de domingo, 25, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As pesquisas mais recentes mostram uma disputa apertada.

O Datafolha divulgado na noite de quinta-feira, 22, mostrou empate em 50% a 50% dos votos válidos, com margem de erro de 2 pontos percentuais. Na rodada anterior, de 15 de outubro, Flávio tinha 51% e Lula, 49%.

Nesta sexta, o Alfa Inteligência e o Real Time Big Data apontaram Flávio com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. Já a Vox Brasil mostrou Lula à frente, com 50,6%, ante 49,4% de Flávio, com margem de erro de 2,15 pontos percentuais.

Depois do fechamento, os investidores esperam a pesquisa do Veritá, instituto que cravou o resultado do 1º turno. O levantamento indicou 47% dos votos válidos para Flávio e 45% para Lula. Nas urnas, o senador teve 47,03% e o presidente, 45,16%.

O mercado também acompanha o último debate presidencial antes da votação, previsto para esta sexta-feira.

Petróleo hoje sobe mais de 3% e Brent passa de US$ 116

Os preços do petróleo ampliam os ganhos na sexta-feira diante do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e das preocupações com a oferta global.

O West Texas Intermediate (WTI), referência de preços americana, avança 3,88%, a US$ 103,33 por barril, enquanto o parâmetro global Brent sobe 3,11%, a US$ 116,69, no maior nível em seis meses.

A escalada ocorre após ataques houthis contra a Arábia Saudita e em meio a novas preocupações envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Wall Street hoje tem Dow Jones em queda de mais de 1%

As bolsas de Nova York operam em queda na sexta-feira, com a venda se espalhando para além do setor de tecnologia diante do aumento das tensões no Oriente Médio. O Dow Jones recua 1,08%, aos 52.297,19 pontos. O S&P 500 cai 0,37%, aos 7.634,81 pontos, e o Nasdaq fica praticamente estável, com variação negativa de 0,01%, aos 26.006,42 pontos.

O movimento ocorre depois da forte queda das ações ligadas à inteligência artificial (IA) na quinta-feira, 22. O mercado continua avaliando os altos níveis de investimento no setor e o impacto do petróleo mais caro sobre as expectativas de inflação e juros nos Estados Unidos.

Europa fecha em queda, com Milão na contramão

As principais bolsas europeias encerraram a sexta-feira majoritariamente no vermelho. O Stoxx 600 caiu 0,31%, aos 635,77 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, recuou 0,75%. O FTSE 100, de Londres, perdeu 0,32%, e o CAC 40, de Paris, cedeu 0,36%. Na contramão, o FTSE MIB, de Milão, subiu 0,36%.

O mercado europeu sentiu os efeitos das preocupações com os investimentos em inteligência artificial, da alta do petróleo e das incertezas fiscais na França.

Bolsas da Ásia hoje tiveram pregão misto após queda de tecnologia

Os mercados asiáticos encerraram a sexta-feira sem direção única, após a forte pressão sobre ações de tecnologia no pregão anterior. Na China, o índice de Xangai subiu 0,89%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,69%.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 ficou praticamente estável, com alta de 0,02%. Na ponta negativa, o Nikkei 225, do Japão, caiu 0,34%, enquanto o Nifty 50, da Índia, recuou 0,39%.

A melhora em parte dos mercados acompanha uma redução da pressão sobre ações de tecnologia depois do forte movimento de venda registrado na quinta-feira, 22.

Fuente: Exame. Autor: Ana Luiza Serrão. © Exame, todos los derechos reservados.

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