Otter capta US$ 320M para entrar na briga de IA para reuniões
Publicado originalmente en Startups y republicado con su autorización.

Lembra do Otter, aquele app que era conhecido por fazer transcrições de áudio tempos antes de todo o hype da IA generativa? Com quase dez anos de mercado, a empresa quer voltar ao jogo, e está de olho no aquecido mercado de transcritores de IA para reuniões corporativas. Para se fortalecer, ela acabou de captar US$ 320 milhões.
O dinheiro vem do Customer Value Fund (CVF), da General Catalyst, fundo não equity que financia gasto de aquisição de clientes e se remunera pelo resultado desse gasto. Segundo divulgou a própria Otter, o capital será empregado em crescimento no enterprise, estratégia de go-to-market, expansão internacional e produto.
“Voz é uma das maiores oportunidades inexploradas da IA corporativa, e a Otter está na vanguarda disso”, disse Pranav Singhvi, sócio e cofundador do CVF.
A escolha do formato diz algo sobre o momento da empresa. Até aqui, a Otter havia levantado US$ 50 milhões no total, com a última rodada em 2021, segundo o PitchBook. Agora pegou mais de seis vezes esse valor de uma vez só, e sem diluição — o que só é possível porque há receita para sustentar a conta. No ano passado, a companhia cruzou US$ 100 milhões em receita recorrente anual, e afirma estar perto de novos marcos, sem abrir números atualizados.
Uma briga cheia de gente
O mercado B2B está aquecido e, por isso mesmo, disputado. Do lado dos rivais diretos, estão Fireflies.ai, Read AI e Granola — esta última levantou US$ 125 milhões em março, a um valuation de US$ 1,5 bilhão. Do lado dos entrantes, Calendly e Wispr lançaram suas versões neste ano, e a Superhuman comprou a Fathom em setembro.
Praticamente todos querem a mesma coisa: deixar de ser caderninho de reunião para virar camada que se conecta aos sistemas da empresa e dispara tarefas a partir do que foi dito. A Otter vem fazendo esse caminho há alguns anos, com assistente de reunião, busca que atravessa as ferramentas do cliente e integração com outras IAs.
O que a empresa testa agora é esticar a utilidade para antes e durante a conversa. Uma função manda um resumo prévio ao usuário, com contexto das reuniões anteriores sobre aquele assunto. Outra, chamada Live Assist, permite perguntar ao assistente no meio da reunião.
“A gente viu uma dor grande em funções que vivem em reunião, onde as pessoas estão em conversas emendadas uma na outra. Essas reuniões são o trabalho delas”, disse Alex Gay, novo CMO da Otter, ao TechCrunch. “Mas reuniões são terrivelmente ineficientes, porque quando você entra em uma, passa os primeiros vinte minutos recapitulando o que foi dito antes para colocar todo mundo em dia.”
Fuente: Startups. Autor: Leandro Miguel Souza. © Startups, todos los derechos reservados.
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